Vírus da Atitude – 11º Vírus
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Este conteúdo foi transcrito da gravação do workshop ao vivo facultado em 5 de Novembro de 2011 por Rui Gabriel.
Finalmente, passamos para o último vírus que eu, pessoalmente, acho que é o mais importante.
O Vírus da Auto-Sabotagem.
Com certeza algum de vocês já pensou ou conhece alguém que já pensou “Epá, mas eu trabalho tanto e comigo corre sempre tudo mal. Nunca tenho oportunidade. Quando chega a hora acontece sempre qualquer coisa que estraga tudo.” Quantas vezes é que já disseram isso ou ouviram alguém dizer isso? E isto é o modo de vida da maior parte das pessoas. Trabalham, trabalham, trabalham, vão atrás, vão atrás, vão atrás e chega-se uma determinada altura e vai tudo por àgua abaixo. Nada funcionou. Nada resultou. E a gente diz “Eu sou um desgraçado, eu tenho um azar que comigo nada funciona”, e não sabemos que quem está a fazer isto tudo somos nós próprios, através deste vírus da auto-sabotagem.
Como é que funciona este vírus? É impressionante o nível de destruição que este vírus tem. Primeiro ele acontece quando nós temos medo da mudança, quando estamos pegados áquilo que conhecemos, ao nosso passado, às coisas que nós controlamos. Voltamos a falar outra vez de “mais vale o mal conhecido que o bem desconhecido”. Então, quando a nossa vida começa a mudar e começamos a ter um bocadinho de resultado, começamos a ter pessoas a entrar e começamos a ganhar um dinheirinho, acontece alguma coisa que manda tudo por àgua abaixo, e isto acontece muito no Marketing de Rede.
O que aconteceu? É a auto-sabotagem.
Nós não estamos preparados psicológicamente para aceitar as mudanças de vida que estão a acontecer à nossa volta, connosco, e então arranjamos maneira de sabotar isso. E que sabotagens são essas? São coisas como, por exemplo, uma dor de cabeça numa altura crucial em que você devia ter ido, e tinha de ter ido mas ficou com uma dor de cabeça que não se podia mexer. E a dor de cabeça é real, não é imaginária. Ou você meteu-se no carro e bateu com ele numa parede e raspou o carro todo. O acidente foi real mas quem está por trás a sabotar as suas acções é você e muitas vezes nem se aprecebe. Digo “você” mas eu falo por mim, exactamente da mesma maneira. Estes vírus todos que estão aqui são os meus.
É incrível o que acontece quando estamos quase a atingir um objectivo. É impressionante as coisas más que nos aparecem à frente. Você está quse, quase a atingir e depois acontecem coisas erradas de um lado e do outro, coisas que parece não terem nada a ver e parecem mesmo azar. Mas vamos a ver o que está a acontecer por trás e somos nós que estamos a provocar essas coisinhas todas. Tudo.
E essas atitudes destrutivas ás vezes são conscientes, outras são inconscientes. Estou em querer que a maior parte delas são inconscientes, mas muitas são conscientes e, se formos intelectualmente honestos connosco mesmo, identificamos-las bem. Eu agora tenho algum sucesso, tenho não sei quantas pessoas, o meu negócio está a crescer, vou num ritmo acelarado, estou a ganhar balanço e depois, de repente, começo a quebrar porque estou cansado, ou não me apetece, ou tenho de ir fazer outra coisa, ou tenho de ir de férias, ou tenho de dar apoio à família ou qualquer coisa. Normalmente são sempre razões válidas e reais, não são coisas imaginárias.
Mas vezes temos doenças, dores de barriga, diarreias que nos impedem de ir a uma reúnião ou de fazer alguma coisa que ia mudar a nossa vida precisamente por causa deste apego ao passado, ao medo inconsciente que nós temos de mudar de vida.
Então dizemos que queremos mudar de vida mas, quando chega a hora, começamos a ver as coisas a acontecer e ficamos com medo do desconhecido. Assim ficamos com estas atitudes que vêm deste vírus da auto-sabotagem e isto acontece sempre com quase toda a gente.
Qual é a vacina para este vírus da auto-sabotagem?
A primeira coisa que temos de fazer é identificar as sabotagens.
Quando chegar a altura, e nós temos de fazer alguma coisa fundamental para atingir o nosso objectivo, e se nessa altura alguma coisa começar a correr mal, ter a clareza de espírito e saber que isso é uma sabotagem que estamos a fazer a nós próprios e temos de encontrar uma solução para ela não levar a melhor. Temos de encontrar uma alternativa.
A segunda coisa a fazer é sentir o futuro. Nós temos de nos ir habituando, enquanto estamos a fazer o percurso, a visualizarmos e sentirmos que já atingimos o nosso objectivo. Então se você está em Marketing de Rede e tem um objectivo financeiro lá a frente, você tem de, todos os dias, ver-se a si próprio naquela cirqunstância, naquela situação, sentir os sentimentos que sentiria se estivesse lá. As sensações, os cheiros, a vida a sua volta, a sua roupa, o seu carro, a sua casa, o seu jardim, ou o que for. Tem de fazer este filme na sua cabeça, porque isto vai começar a fazê-lo sentir-se mais à vontade quando essas coisas realmente começarem a acontecer. Porque estas coisas passam a não ser propriamente desconhecidas. É como um treino que fazemos com uma pessoa antes de ela ir fazer um teatro, temos de treinar primeiro, simular. Então esta forma de fazer as coisas, esta simulação que podemos fazer connosco próprios, é o que nos vai dar a segurança de não ser uma coisa assim tão desconhecida. Isto é o que significa sentir o futuro. Temos de aceitar as sobotagens por aquilo que elas são e seguir em frente como se não existisse, porque o nosso plano é outro, porque temos na nossa mente a nossa visão do nosso futuro.
A terceira coisa que temos de fazer é forçar acções positivas. Ou seja, sempre que apareça alguma coisa que nós identifiquemos como sabotagem, temos de compensar, substituir por uma acção positiva e de igual força, mas de sentido oposto. Se eu estou a ir para uma reunião e partir o carro eu não vou desistir. Vou chamar o reboque que leva o carro para casa e eu vou de taxi para a reúnião. Se eu tiver uma dor de barriga, está tudo certo, eu certifico-me onde estão as casas de banho mas estou lá na hora a fazer o meu trabalho.