Danielle Fidelis escreve como mãe antes de escrever como empreendedora. Fala do Lego como material quase didático que o próprio filho transforma em brinquedos novos, da introdução das primeiras papas da filha, das birras que via nas lojas antes mesmo de ser mãe e que agora enfrenta em primeira pessoa, e de um plano B sempre pronto para os dias em que a filha não pode ir ao infantário por estar doente.
O texto mais forte do blog é o perfil de uma colega, Francisca, que refez a vida aos quarenta e um anos depois de sentir na pele o preconceito contra mulheres com mais de quarenta que tentam voltar ao mercado de trabalho tradicional. Há também uma carta dirigida ao filho, inspirada num texto de Martha Medeiros, que fala do mundo com toda a sua beleza e contradição sem esconder nada da criança que ainda não sabe ler.
O trabalho a partir de casa aparece como pano de fundo em quase todos os textos, não como argumento de venda mas como a razão pela qual consegue acompanhar de perto o crescimento dos filhos.
Leia pela voz de mãe, não pela promessa de negócio. É isso que sustenta o blog do início ao fim.