[ Negócios Inspiradores ] Wood Mood – Madeira com sentimento
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Wood Mood – quase que podia ser good mood, e aqui o meu homónimo Miguel também gosta do nome
Sustentabilidade, energia positiva e inspirar, mas acima de tudo poder vender o seu trabalho a quem quer, a mim fascinou-me, porque eu também trabalho quando quero, com quem quero, onde quero, e é interessante encontrar artesãos que dão valor ao seu trabalho, o valor suficiente para se dar ao luxo de vender o seu trabalho a quem merece.
Como começou esta ideia?
Começou com um Robot há cerca de 2 anos. Tenho duas crianças com cerca de 2 anos e pensámos: vamos fazer um boneco hoje, e assim foi, com madeira que recolhemos da praia. Trabalhámos a madeira, e o meu filho, o Sebastião que tinha na altura dois anos e meio, nunca largava o seu novo brinquedo. A partir daí foi uma catadupa de acontecimentos. Alguns amigos pediram robots, outros pediam uma robot, e o Sebastião ajuda-me na construção destes bonecos, era quase como a cobaia que dizia o que ficava onde, que peça fazia o braço ou o olho.
Toda essa interação do amigos e dos próprios filhos que depois também acabavam por estar envolvidos no processo, foi uma subida em flecha.
Começámos por fazer apenas robots, mas depois começámos a aproveitar outras peças maiores que tinhamos, fizemos placas com frases para por em casa.
O feedback dos amigos que viam era muito bom – e com isto veio a necessidade de investir um pouco mais em ferramentas, dado que aquelas já eram velhotas, e tive claro uma vantagem na questão das madeiras – o meu pai e o meu avô eram marceneiros, o meu bisavô era também marceneiro e por isso também me corre a serradura nas veias.
Por vários motivos nunca enveredei por essa área, só agora mais tarde – mas a tempo, é que voltei às origens, tendo ainda muitos anos para dedicar a este projecto.
À pouco falámos sobre a originalidade e o quanto de vocês tem cada uma das vossas peças, e que por isso se dão ao luxo de vender as peças a quem as valoriza.
Como é que isso se processa na realidade?
É uma das mais valias do nosso projecto e uma das questões que nos ajuda a manter sempre um espírito positivo sobre o mesmo porque todo o processo de construção das peças, desde o ir à procura das madeiras que vamos trabalhar ao seu restauro e a sua comercialização é feita por nós – eu e o Hugo.
Todo esse processo dá-nos imenso gozo, desde o ir a uma praia, irmos na rua e vermos uma casa que está abandonada ou a ser demolida, até num caixote do lixo onde está um móvel velho, e nós pegamos nas peças e começamos a pensar o que vamos fazer dali.
Tudo isso tem muita energia e atenção nossas. Todo o cuidado de restauro tem também muita atenção, não há duas peças iguais, em cada tábua vemos o que vai sair dali, e as peças acabam por ter a nossa energia, por isso é que vemos que quando as peças são tão personalizadas, gostamos de as vender a alguém que de facto as compreende e valoriza e percebe e compreende o processo.
Vender por vender não é mesmo a nossa onda.
Wood Mood, as madeiras good mood.
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Trabalho com gente de serviço @Born to Serve

